Governo dos EUA e Nvidia sob pressão por brecha que permite chips avançados chegarem à China

Past Drunk Nerd

15. September 2026September 15, 2026 · 2 Min. Lesezeit2 min read

O New York Times revelou, em reportagem publicada em 6 de setembro de 2026 e atualizada em 15 de setembro, que a Aivres — subsidiária americana da chinesa Inspur, já sancionada pelos EUA — exportou ao menos US$ 5,6 bilhões em tecnologia avançada para o Sudeste Asiático entre abril de 2024 e fevereiro de 2026, incluindo mais de US$ 3 bilhões em servidores equipados com chips Nvidia Blackwell de ponta. Os equipamentos teriam servido clientes chineses como ByteDance e Alibaba, explorando uma brecha nas regras da Entity List americana.

O caso ganha peso político às vésperas de uma cúpula bilateral EUA-China prevista para meados de setembro e da visita de Xi Jinping à Casa Branca, marcada para 24 de setembro. No Congresso americano, tramitam a Remote Access Security Act (RASA) e o Chip Security Act, ambos voltados a fechar a chamada "brecha da nuvem" — acesso remoto a chips embargados via computação em nuvem offshore.

Segundo a reportagem, a Inspur vem executando manobras corporativas desde 2023 para manter acesso a GPUs Nvidia, incluindo renomear subsidiárias e reduzir participação acionária para abaixo do limiar de 50% que aciona restrições automáticas — estratégia que teria funcionado até maio de 2026.

Fonte: Asia Times

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