Pesquisadores do Centro Industrial Nuclear de Aramar, da Marinha, desenvolveram uma blindagem que segurou tiros de calibre .50 (12,7 × 99 mm NATO Ball) disparados a 100 metros, com o projétil acima de 860 m/s. A base de aramida não foi perfurada.
O estudo é de Fernando Augusto de Andrade, Cláudio Leão e Renato Bertin Casagrande e saiu na Revista Pesquisa Naval, publicação científica da própria Marinha. É da edição de 2025, mas só foi disponibilizado no portal em 16/06/2026.
Cada conjunto testado tem 36 placas de carbeto de boro (cerâmica muito dura), de cerca de 42 × 42 × 20mm cada, montadas sobre 18mm de aramida. O conjunto mede 285 × 270mm e pesa cerca de 6,1kg.
O resultado veio depois de três gerações de desenvolvimento. As primeiras placas seguravam tiros de 7,62mm, mas não os de .50. Na segunda geração, os pesquisadores acrescentaram carbeto de titânio ao material. Na terceira, passaram a prensar as placas sob calor e alta pressão, o que reduziu os poros: a densidade chegou a 99,74% do máximo teórico e a dureza subiu cerca de 20% em relação ao método de fabricação comum.
A matéria destaca que o Brasil domina a produção do carbeto de boro.
O texto deixa algumas lacunas: não informa a norma de ensaio nem a deformação no lado de trás da placa (o "trauma"); não traz custos nem aplicação oficial definida (colete ou blindagem de viatura aparecem só como hipótese); não há cronograma para o próximo passo, que é reduzir peso e quantidade de cerâmica.
Fonte: Revista Sociedade Militar
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