A Polícia Federal deflagrou a Operação Double Barrel para investigar suspeitas de comércio ilegal de armas de fogo em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça, para localizar armamentos e reunir provas sobre negociações consideradas irregulares. Entre os equipamentos investigados está uma metralhadora de fabricação estrangeira equipada com supressor de ruído, sem registro de importação regular no Brasil.
Segundo a PF, a investigação começou a partir de informações obtidas durante outra apuração, a Operação Sem Desconto. A análise de materiais apreendidos permitiu identificar indícios de que um morador de Presidente Prudente teria vendido armas a pessoas investigadas naquele procedimento. As negociações teriam ocorrido por aplicativos de mensagens, com pagamentos realizados por transferências bancárias instantâneas.
A presença de uma arma estrangeira sem registro regular de importação levantou suspeitas sobre a origem do equipamento e sobre a forma como teria entrado no país. A investigação busca localizar armas remanescentes, esclarecer a extensão das negociações e identificar outras pessoas que possam ter participado do esquema.
O caso tem relação com a fiscalização do mercado de armas, inclusive porque o cumprimento das regras de aquisição, registro, importação e transferência é essencial para rastrear a origem dos armamentos.
A Polícia Federal informou que existem indícios de comércio ilegal, mas a responsabilidade criminal dos investigados dependerá da conclusão das apurações e das decisões judiciais.
A operação também demonstra como investigações sobre outros crimes podem revelar negociações de armamentos. A análise de mensagens, pagamentos e documentos pode ajudar a reconstruir transações e identificar possíveis compradores e vendedores.
Fonte: Polícia federal
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