As pessoas vivem vidas vazias e sem sentido, andam num certo transe embasbacadas pelas notícias e pelas responsabilidades deveras sem graça da vida moderna. Conversar com um sujeito comum na modernidade se resume em basicamente algumas palavras trocadas sobre o tempo, alguns jargões sobre a vida e meia dúzia de frases sobre algum assunto midiático do momento. Eu detesto esse tipo de conversa mais baixa e portanto não tenho o costume de conversar com o sujeito médio.
"Nós nos tornamos naquilo a que nos apegamos." -Dom Quixote
Ninguém está indo para lugar nenhum, todos apenas vivem esperando o amanhã, sem nada para lutar, nada para proteger e nada para amar. Existe uma frase famosa, da qual não lembro a autoria, que diz “todo homem precisa de uma guerra para lutar, uma aventura para viver e uma donzela para amar/resgatar”.
Na modernidade não temos guerras, e qualquer demonstração de belicosidade como falar mais firme e não estar disposto a se curvar ao inimigo, ou a própria postura de um sujeito são consideradas ofensivas e portanto se tornaram um tabu, homens tem que ficar calados e quietinhos.
Aventuras são perigosas e infantis e portanto são desencorajadas, é melhor arrumar um emprego no banco pra ter uma vidinha confortável, dizem eles.
E por último amar e resgatar donzelas é clichê, coisa de outros tempos, não existe mais isso, as mulheres são poderosas e não precisam de nenhum homem para resgatá-las, homem que pensa assim é retrógrado.
Eu terminei recentemente de ler o que eu acho que foi o melhor livro do ano (2021) até então, “O Napoleão de Notting Hill”. Nele um moleque reúne um pequeno grupo e luta contra os bairros mais poderosos de Londres e inclusive enfrenta o próprio rei com o objetivo de proteger seu “sagrado bairro” de Notting Hill. E como disse o famoso psiquiatra canadense Jordan Peterson:
"O propósito da vida é encontrar o maior fardo que você pode carregar e carregá-lo." -Jordan B. Peterson
Todos nós temos alguma coisa que só nós podemos fazer, algo único e grandioso da sua própria maneira, pois cá entre nós, viver uma vida de pessimismos, dificuldades e responsabilidades triviais, uma vida onde nunca há nada maior somente as fofocas da esquina ou as notícias da mídia não é viver, é definhar aos poucos.
“Eu prefiro viver uma vida curta e glorioso do que uma longa, porém, na obscuridade.” -Alexandre, o grande

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